Crítica: Home (4×7) de The Handmaid’s Tale

por mixidocultural@gmail.com
28/05/2021
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June Osborne agora está no Canadá e se depara com reencontros e fantasmas do passado. Sem muito tempo para se acomodar naquele hotel chiquérrimo, Mark Tuello quer logo entrevistar a ex-Aia sobre os absurdos e crimes de Gilead que estão frescos na memória. Como se fosse possível esquecer tudo o que ela passou durantes esses anos.

Apesar da ansiedade compreensível do que sobrou do governo americano para coletar provas contra Gilead, June consegue um merecido descanso de 17 horas de sono. Não antes de ter momentos desconfortáveis com Luke. Sem jantar romântico hoje.

Depois do merecido descanso (June na cama e Luke no sofá, muito bem), é a hora de uma das conversas tocantes que acontece em Home. O encontro de June com Hannah chega ao conhecimento de Luke, mas ela omite o aquele último para protegê-lo. Ela escolhe carregar sozinha este fardo.

O episódio 7 trouxe o reencontro de June com Nichole, Emily e Rita. Enfim os refrescos! As quatro amigas, tomando uma cerveja, desabafando sobre as marcas de Gilead trouxe uma sinceridade bonita para este episódio. Todas parecem prontas para seguir em frente, menos June que tem sangue no olho, ela quer vingança.

A atuação de Yvonne Strahovski só eleva uma personagem fascinante como Serena Joy. Manipuladora, egoísta e sádica, ela exibe alguns momentos de consciência e pequenos enfrentamentos a Gilead. Então, ver o embate entre June e Serena foi um momento de elevação do episódio. Enquanto Serena vê uma possibilidade divina de consertar o que fez, June está ali para mostrar o seu ódio.

O paralelo que existe entre a primeira temporada em que a Esposa joga a Aia no chão e pergunta aos berros se ela entendeu e, enfim, a reação de June é de comemorar em pé.

Também teve esse paralelo: episódio 7 da 2ª temporada versus episódio 7 da 4ª temporada

Apesar disso, nem tudo é regozijo em Home. June, que parece viver um stress pós-traumático, recebe visitas de fantasmas do passado. A ida ao supermercado, traz lembranças do escasso Fishes and Loaves e da companheira Alma perdida no caminho.

Fora isso, a violência da cena de sexo entre June e Luke não é por acaso. Os traumas em relação ao sexo, após tantos tipos de abuso sofridos em Gilead, também são levantados neste episódio. Essa é a maneira como a personagem consegue lidar. Todo o desconforto ao longo do episódio culmina naquela cena.

No final, a montagem exibe imagens da própria June no começo do depoimento sobre Serena, criando uma confusão proposital sobre quem seria patológica, sociopata etc. Agora que Serena resolveu se unir a Fred Waterford, resta esperar os resultados da chegada de June na Canadá.

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