Retrato de uma jovem em chamas e mais filmes de graça no Sesc SP

por Rodrigo Castro
19/04/2021
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2020 foi um ano atípico tanto na produção quanto na exibição de filmes, como não poderia ser diferente devido à pandemia da Covid-19. A forma de assistirmos a nossas obras preferidas lançadas em circuito definitivamente para telas de celulares, TV, tablets – mas a paixão continua a mesma.

Como já é tradição desde a década de 1970, o Sesc SP exibe seu Festival Sesc Melhores Filmes, novamente em formato online e gratuito, com títulos lançados no Brasil. Este ano tivemos a honra de participar do júri da crítica de cinema e votamos nas obras que mais nos impactaram no ano passado. A mostra fica em cartaz até o dia 5 de maio.

Os melhores de 2020

Não tinha como esperar algo diferente: o filme estrangeiro que arrebatou crítica e público no ano passado na votação do Sesc SP foi Retrato de uma jovem em chamas, dirigido por Céline Sciamma, que, aliás, levou também a aclamação como melhor diretora. A obra ainda teve reconhecida pela crítica Adèle Haenel como melhor atriz. Um filme que definitivamente está na hitória do cinema.

Retrato de uma jovem em chamas terá exibição dia 1º de maio, e fica disponível por 24h

Já na disputa dos nacionais, Pacarrete, dirigido por Allan Deberton, foi reconhecido pela crítica como melhor filme, melhor roteiro e melhor atriz, pra excelente Marcélia Cartaxo. A obra foi lançada já no finalzinho do ano, e tem uma trama que dá um afago no coração a partir do retrato de uma mulher que sonha em ser dançarina em sua pequena cidade.

Outro grande destaque foi Babenco, uma excelente estreia como diretora de Bárbara Paz, uma filme-poesia-homenagem a um dos grandes cineastas do Brasil, que morreu em 2016. Bárbara se valeu de sua íntima relação com o marido cineasta e nos presenteou com uma belíssima carta de amor a Babenco e ao cinema.


A mostra Sesc Melhores Filmes traz ainda outros títulos que não estavam em disputa no ano passado, mas tem grande valor simbólico e histórico, e também filmes que não venceram o festival, como é o caso do excelente Mulher oceano, que marcou a estreia de Djin Sganzerla na direção de longas-metrangens.

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