Crítica: The Crossing (4×3), de The Handmaid’s Tale

por Bia Amaral
05/05/2021
Comentários 0

The Crossing, 3ª episódio da 4ª temporada, é o primeiro episódio de The Handmaid’s Tale dirigido por Elisabeth Moss, Ele retrata as consequências que chegam para June da fuga de 86 crianças organizada por ela e Lawrence.

O Comandante Lawrence troca informações com Gilead e continua a seu serviço em nome da sobrevivência e pode assim continuar até vivendo na sua casa. Quem não teve o mesmo privilégio foram as Marthas, Beth e Sienna, que tiveram suas mortes usadas como mais um meio de torturar June.

Vários ritos de tortura, retratados em The Crossing, relembram os relatos da ditadura militar no Brasil. Os militares aqui usaram crianças para ameaçar os pais e mesmo elas eram torturadas.

Era de se esperar que ameaçassem Hannah para que June revelasse onde estavam as outras Aias, mas o fato de a menina se assustar e ter medo da mãe foi algo inesperado. A Esposa Mackenzie havia falado para June no primeiro episódio da temporada 3 que Hannah estava tendo pesadelos e que ela devia parar de importunar a filha. Isso e aquele ambiente estranho e amedrontador podem explicar a sua reação. Essa cena foi bem triste.

Gilead não se importa com as crianças, se importa com poder, fica bem claro aqui, Lawrence.

Janine, Alma, Brianna e as outras Aias figurantes são capturadas na fazenda dos Murrow e Tia Lydia promete um futuro ainda mais devastador para elas. Com tantas crianças levadas embora de Gilead, eles precisarão ainda mais das mulheres férteis. Elas são enviadas para um novo complexo, a colônia das Madalenas, onde farão trabalhos forçados e receberão Comandantes e Esposas para a Cerimônia.

June e Nick têm um reencontro pavoroso, com direto a uma cena clichê de June correndo em direção a ele para um beijo.

“A Hannah te ama. Eu te amo.”

Onde está exatamente a coesão entre essas frases?

Por um momento, parece que June irá desistir do seu plano de resgatar Hannah, que não está dando nada certo. Então surge Nick dizendo algo em um tom que soou como “não desista”.

As Aias não respeitam Tia Lydia como antigamente e na primeira oportunidade, no caminho para a colônia das Madalenas, golpeiam a Tia e correm em direção à liberdade. Pena que o Guardião acerta duas com tiros e o trem atropela outras duas, sobrando a dupla Janine e June. Ao fim do episódio só nos resta a emoção de um flashback que mostra uma bela relação das garotas no Centro Vermelho e a sua estratégia de comunicação. Cochichos no meio da noite e mãos dadas para manter a sanidade.

Veja nossos comentários POLÊMICOS sobre o episódio:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *